El canto de la Sirena de José Echegaray

Rodrigo Conçole Lage

UNIFSJ (Brasil)

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José Echegaray y Eizaguirre, mais conhecido como José Echegaray, foi um engenheiro, professor, político, matemático, físico e dramaturgo espanhol, ganhador do Nobel de Literatura de 1904, juntamente com Frédéric Mistral, tendo sido o primeiro escritor espanhol a receber o prêmio. Nasceu na cidade de Madri, no dia 19 de abril de 1832, aonde veio a falescer, no dia 4 de setembro de 1916.

Foi membro da Real Academia de las Ciencias Exactas, tendo publicado vários livros de matemática e física. Como dramaturgo, escreveu mais de sessenta peças, grande parte delas escritas em verso. A peça traduzida foi publicada originalmento no livro Monólogos en verso, uma pequena coletânea de 33 páginas, publicada em 1906, que reúne todos os seus monólogos: Entre Dolora y Cuento, El Moderno Endymión e El Canto de la Sirena.

Ao se traduzir uma peça de teatro o tradutor precisa ter em mente se o texto está sendo traduzido para ser representado ou lido. No primeiro caso, deve ter em mente que será preciso fazer algumas modificações para que o texto seja compreensível para o público. Por outro lado, quando se tem em mente a ideia de que a peça será lida como um texto literário qualquer, o tradutor tem a possibilidade de ser mais fiel ao texto original e acrescentar notas explicativas para exclarecer determinados termos, expressões idiomáticas, citações, opções de tradução, etc.

No presente caso,  como tenho feito em traduções anteriores, optei por traduzir de forma mais fiel possível ao original, partindo do princípio de que nunca será encenada. Isso nos permitiu produzir uma  tradução estrangeirizante de modo a preservar as características do original. Essa decisão nos levou a adotar a utilização de algumas notas explicativas.

Outra questão a ser resolvida envolveu o fato dela ter sido escrita em verso e com rima. A preservação dessas características exigiria grandes alterações no texto. Por outro lado, havia a opção de traduzí-la em prosa, uma prática comum no Brasil, mas a descartamos porque isso eliminaria uma característica fundamental da obra que é o fato dela ser em versa. O que também é uma característica do conjunto de sua produção, já que produziu poucos trabalhos em prosa.

Sem contar o fato de que o verso e a rima tem, entre outras coisas, a função de auxiliar o ator na memorização do texto. O que é útil para o caso de alguém querer encená-la. Assim, optamos por manter o verso, mesmo não seguindo a métrica original, e preservar a rima, o que nos levou a algumas inverções e pequenos acréscimos, que não chegam a alterar o sentido do texto. Mas, sempre que possível, fizemos uma trabação literal do verso. Na sequência apresentamos o texto acompanhado de nossa tradução.

ECHEGARAY, José. Monólogos en verso. Madrid: Sociedad de Autores Españoles, 1906. 29-33 p. Disponível em: <http://bdh-rd.bne.es/viewer.vm?id=0000102595&page=1>. Acesso em: 10 ag. 2017.

The full translation can be found in the PDF, which is linked at the top of the page.

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